Convocado por Mano Menezes, Réver está feliz com boa fase na carreira

mano

Depois de jogar no futebol alemão, zagueiro voltou ao Brasil para jogar no Galo.

O zagueiro Réver, de 25 anos, mal retornou ao Brasil e já tem motivos de sobra para comemorar. Após passagem rápida pelo Wolfsburg da Alemanha, o jogador se mostrou bem satisfeito em voltar ao futebol nacional, desta vez para defender o Atlético-MG, clube que o contratou por quatro temporadas. Além disso, o zagueiro foi um dos 24 convocados pelo novo técnico da Seleção Brasileira, Mano Menezes, para o amistoso contra os Estados Unidos, no dia 10 de agosto, em Nova Jersey.

O zagueiro se mostrou disposto a contribuir com o técnico do Galo, Vanderlei Luxemburgo, e ainda com o novo técnico do Brasil. Réver comemorou o bom momento na carreira.

- Esse é o início de um novo ciclo, não só na Seleção como no Atlético-MG. A satisfação é enorme. Vou trabalhar muito para dar alegria ao torcedor brasileiro e ao torcedor do Galo, clube que não mediu esforços para a minha contratação.

Réver chegou a Belo Horizonte nessa segunda-feira e já começou a realizar os exames médicos. O jogador deverá ser oficialmente apresentado nesta quarta-feira.

Porteros
Renan (Avaí)
Jefferson (Botafogo)
Victor (Grêmio)

Laterales
Rafael (Manchester United)
Marcelo (Real Madrid)
André Santos (Fenerbahçe)
Daniel Alves (Barcelona)

Defensores
David Luiz (Benfica)
Henrique (Racing Santander)
Réver (Atlético-MG)
Thiago Silva (Milan)

Mediocampistas
Ederson (Lyon)
Carlos Eduardo (Hoffenheim)
Hernanes (São Paulo)
Sandro (Internacional)
Paulo Henrique Ganso (Santos)
Lucas (Liverpool)
Jucilei (Corinthians)
Ramires (Benfica)

Delanteros
Robinho (Santos)
Neymar (Santos)
Alexandre Pato (Milan)
André (Santos)
Diego Tardelli (Atlético-MG)

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Sanchez diz que novo treinador da Seleção Brasileira está ‘ferrado’

dunga

Presidente do Corinthians aposta em quatro nomes, assegura que Piritubão será o estádio de São Paulo em 2014 e defende implosão do Maracanã.

Não importa quem será o novo treinador da Seleção Brasileira. Nas palavras do presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, o escolhido estará ‘ferrado’, pelo fato da próxima Copa ser disputada no Brasil. E qual será o nome? Luiz Felipe Scolari, Muricy Ramalho, Mano Menezes e Vanderlei Luxemburgo fazem parte da lista de apostas do dirigente, que foi chefe da delegação do time de Dunga na Copa do Mundo da África do Sul.

- Não sei quem será o novo treinador. O que sei é que este cara está ferrado. Será um tormento na vida dele. Na boa, coitado – disse Sanchez em entrevista ao jornal ‘O Globo’ deste domingo.

Na África do Sul, o mandatário do Corinthians respondeu a muitas perguntas do presidente da CBF, Ricardo Teixeira, sobre Mano Menezes. Mas disse não ter ideia de quem será o nome que comandará a Seleção até 2014 (ou não).

Sanchez considerou Dunga uma pessoa sincera, mas não concordou com o confronto do treinador com a imprensa. Disse ter chorado quando o Brasil perdeu para a Holanda, mas que nada superou a queda do Corinthians para a segunda divisão.

Em posição privilegiada nos bastidores, Sanchez afirmou que o estádio de São Paulo na Copa de 2014 será o Piritubão. E assegurou que o Timão vai construir um estádio dele, independentemente do que vai acontecer até o Mundial no Brasil.

- Se não for na minha administração (que vai até o final de 2011), na boa, não será nunca mais.

Em mais uma afirmação polêmica, o dirigente chamou o Morumbi de “muito atrasado” e defendeu a derrubada de todos os estádios do Brasil, inclusive o Maracanã:

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Felipe Melo nega ser vilão e diz que sua história na seleção não acabou

felipe melo

Em entrevista ao Fantástico, volante afirma que não foi desleal no lance em que foi expulso, contra a Holanda, e destaca seus bons momentos na Copa.

Felipe Melo quer jogar a Copa de 2014. Apontado como um dos principais vilões da eliminação brasileira, na derrota por 2 a 1 para a Holanda nas quartas de final do Mundial, o jogador afirmou, em entrevista ao Fantástico, que, ao contrário do que ele mesmo esperava, vive dias tranquilos em suas férias em Parati, no estado do Rio de Janeiro. Apesar das inúmeras críticas, o volante afirma que “o sonho não acabou” e acredita que sua história na seleção brasileira não está encerrada.

- Está tudo tranquilo. Esperava dias mais tumultuados. Mas, quando saio na rua, recebo um carinho muito grande das pessoas. Tenho visto que o povo brasileiro gosta muito de mim – disse o jogador da Juventus.

Triste, Felipe Melo confessa que ainda não parou de pensar no tropeço na África do Sul e descreveu a desolação do grupo canarinho após a derrota, de virada, para os holandeses.

- Eu não aceito essa derrota, não consigo aceitar, da maneira que foi foi. (Quando acabou o jogo), comecei a chorar compulsivamente, como uma criança. Muito alto, como nunca tinha feito na vida. Quando olhei para o lado, estavam todos chorando.

Expulso de campo por conta de um pisão na perna do atacante Robben no fim do duelo contra a seleção holandesa, Felipe Melo admite que errou, mas diz que fez tudo o que podia dentro de campo, e se defende das críticas ao seu temperamento.

- Acabei fazendo uma falta um pouco mais forte, que acabou gerando o cartão vermelho. Tenho uma experiência muito grande dentro do futebol. Se fosse uma entrada para quebrar o Robben, ele não teria voltado para o jogo. Eu tenho a minha malícia. A verdade é que todo jogador de futebol sabe como tirar um jogador de campo (…) De repente naquele momento eu posso ter perdido a cabeça por querer fazer algo a mais – analisou, explicando que não ouviu os gritos do goleiro Julio Cesar no lance do primeiro gol laranja.

Acusado por muitos de protagonizar lances de deslealdade em diversas oportunidades na Copa, Felipe Melo avalia que sua garra e força de vontade costumam ser mal interpretadas e menciona lances do Mundial dos quais não gostaria de esquecer.

- De forma alguma sou vilão. Parece que tudo que o Felipe Melo faz é errado. As coisas boas, as pessoas esquecem. No primeiro gol contra a Coreia do Sul, quem começou a jogada foi o Felipe Melo. No gol contra a Holanda, aquele passe para o Robinho, que fez um movimento fantástico e ajudou muito.  Tudo que eu fiz não pode ser apagado por um cartão vermelho em um momento da partida em que o Brasil já estava sendo dominado pela Holanda e perdendo por 2 a 1 – declarou, garantindo, de toda forma, ter aprendido a lição.

GloboEsporte.

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Eliminação faz preço de produtos da seleção brasileira despencarem

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Lojas de shopping em Durban dão desconto de até 50% em roupas oficiais da equipe pentacampeã após queda para a Holanda.

A eliminação da seleção brasileira está refletida até nas vitrines na África do Sul. Em um shopping de Durban, onde o Brasil empatou por 0 a 0 com Portugal na primeira fase, jaquetas e camisetas do Brasil estão em liquidação. O desconto chega a 50%. A promoção começou em 3 de julho, um dia depois de a equipe pentacampeã do mundo ser eliminada pela Holanda.

- Foi por causa do jogo mesmo. As pessoas pararam de comprar, aí os preços foram diminuindo – disse o vendedor de uma loja no Shopping Gateway.

A jaqueta oficial amarela é vendida pela metade do preço. Custava 800 rands (R$ 200,00), e agora pode ser comprada por 400 rands (R$ 100,00). A camiseta oficial teve queda menor: de R$ 162,00 para R$ 99,00. A prática não foi exclusividade dos produtos do Brasil. Vestimentas de países como Itália e Portugal também estão mais baratas. As da França caíram para até um terço do valor original.

Por outro lado, camisas e jaquetas de Espanha e Alemanha seguem com os preços originais. É em Durban que as duas seleções decidem nesta quarta-feira, às 15h30m, quem enfrenta a Holanda na final da Copa.

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Média de idade e saída de Dunga forçam renovação: veja as opções

dunga

Confira as chances de permanência de quem foi à África do Sul e os candidatos a conseguir espaço nas próximas convocações.

É normal que ao final de uma Copa do Mundo haja uma renovação na seleção como consequência. No entanto, no caso da edição de 2010, ela poderá ser ainda mais radical, em virtude da lista dos 23 jogadores, repleta de nomes já experientes e apostas de Dunga. A transformação também passará pelo treinador a ser escolhido pela CBF, que pode considerar o perfil atual defensivo demais para os padrões brasileiros.

Será uma transformação forçada, em primeiro lugar, pela idade. O grupo que foi à África do Sul tem média de 29 anos e três meses, o que torna praticamente obrigatória a chegada de novidades. Alguns, entretanto, deverão chegar ao Mundial de 2014 como a voz da experiência. Julio Cesar, Luisão, Kaká e Robinho, que disputariam a competição pela terceira vez, são candidatos. Outros, como Gilberto Silva, Gilberto e Kleberson, provavelmente deram adeus à camisa amarela.

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Jogadores relutam em decretar fim do ciclo na seleção brasileira

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Gilberto, de 34 anos, Juan e Kleberson, ambos de 31, veem dificuldades para chegar à Copa de 2014, mas não dão adeus à camisa amarela.

O Brasil tinha a seleção mais experiente na Copa do Mundo da África do Sul. Aliás, a média de idade de 29 anos e três meses é a maior que a equipe já teve em um Mundial, o que indica que alguns jogadores estão dando adeus à camisa amarela. No entanto, essa é uma despedida difícil. Mesmo o lateral-esquerdo Gilberto, o mais velho do time, teve dificuldades para responder se o seu ciclo com a seleção havia chegado ao fim.

- Talvez, sim. Estou com 34 anos, e disputar a Copa em 2014, com 38, é difícil. A Copa seria a competição para coroar o trabalho do grupo nesses quatro anos. Mas alguns jogadores vão disputar a próxima e sabem da importância que é vestir a camisa da seleção brasileira. O mais importante é que, depois de 2006, resgatamos o amor pela seleção, o prazer de vestir a camisa da seleção. Pelo fato de ter disputado duas Copas e saber que não vou disputar uma terceira, fico feliz em ter sempre procurado ajudar.

os 31 anos, o zagueiro Juan também não está preparado para dizer adeus. O jogador terá 35 anos na próxima Copa e, apesar de ter sido um dos poucos exaltados no desembarque da delegação no Rio de Janeiro, prevê que terá de fazer esforço para continuar sendo convocado.

- Meu futuro na seleção é como o de todo jogador. Vou curtir as férias agora, voltar para o clube e continuar trabalhando – disse.

Também com 31 anos e depois de jogar apenas nove minutos nesta Copa, o volante Kleberson engrossa o coro do “ainda não acabou”.

- Não digo que meu ciclo acabou. Vivi momentos bons ali. Mas sabemos que há outros jogadores que merecem estar na seleção brasileira. Se tiver outra oportunidade, vou ajudar. Minha participação foi boa, foi importante, valeu a pena estar em um Mundial novamente. Fiquei bastante feliz. Acho que qualquer um ali está disposto a servir a qualquer momento à seleção brasileira.

Do elenco que estava representando o Brasil na África do Sul, apenas Ramires, Thiago Silva e Nilmar terão menos de 30 anos na Copa de 2014. O atacante terá quase essa idade no Mundial, já que faz aniversário no dia 14 de julho.

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Dunga é aplaudido em Porto Alegre e deixa futuro na seleção em aberto

dunga

Treinador diz que vai esperar Ricardo Teixeira voltar da África do Sul para decidir se continua ou não, mas repete discurso de trabalho de quatro anos.

De volta à terra natal, no Rio Grande do Sul, o técnico Dunga teve recepção calorosa ao desembarcar na manhã deste domingo no aeroporto Salgado Filho. Ele foi bastante aplaudido, distribuiu autógrafos, atendeu aos pedidos de fotos e, ao ser entrevistado, deixou seu futuro em aberto na seleção brasileira.

- Agora vou descansar. Daqui a uma semana ou duas, quando o presidente (da CBF, Ricardo Teixeira) voltar da África do Sul, vamos conversar. O meu projeto era de quatro anos e falei desde o inicio que iria depender daquilo que o presidente conversar comigo – afirmou o treinador, que chegou à cidade com os preparadores físicos Paulo Paixão e Fábio Mahseredjian.

Dunga disse que a manifestação de apoio é a aprovação ao trabalho realizado após a Copa de 2006. Voltou a falar que os seus jogadores conseguiram resgatar o amor à seleção e disse que ela se pareceu com o povo brasileiro, com um perfil trabalhador. E afirmou que, depois de ver o primeiro tempo contra a Holanda, tinha esperança de seguir no Mundial.

- O trabalho foi o planejado, mas a sensação é que um pedaço nosso ficou na África do Sul. Tudo estava correndo bem dentro do que pensamos, mas isso é futebol. Pelo primeiro tempo que o Brasil havia jogado, tínhamos esperança de passar. Mas em duas bolas paradas, que eram nosso forte, aconteceu a desclassificação.

Dunga chegou a Porto Alegre por volta de 11h30m, duas horas depois do previsto, porque o aeroporto esteve fechado por toda a manhã por causa da neblina. Ele esperou em Florianópolis e foi em direção à capital gaúcha num jatinho fretado. Desceu na pista do Salgado Filho e pegou uma van até a entrada do aeroporto, para falar com os jornalistas que esperavam por ele.

As entrevistas chamaram a atenção do público, que se aproximou do técnico para pedir fotos e autógrafos.

- Vim aqui para dar meu apoio ao Dunga, que fez um excelente trabalho. Quero que ele continue. As pessoas têm que entender que ganhar e perder faz parte do jogo – afirmou o taxista Newton Boanova, que foi ao aeroporto com um carro todo iluminado por fora, o “táxi do Papai Noel”, como ele chama.

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Campeão da Copa das Confederações naufraga outra vez em um Mundial

kaka

‘Maldição’ do torneio preparatório continua viva: dono do título sempre fracassa na Copa do Mundo seguinte. Vítima da vez foi a seleção brasileira.

O dia 28 de junho de 2009 parecia ser um bom presságio para a seleção brasileira. Às 22h30m de Joanesburgo (17h30m de Brasília), o escrete verde-amarelo conquistava seu terceiro título da Copa das Confederações, em uma marcante virada sobre os Estados Unidos. A vitória por 3 a 2 no Ellis Park era a conquista mais importante do trabalho do técnico Dunga desde sua chegada ao posto.

Pouco mais de um ano depois, no dia 2 de julho de 2010, as esperanças brasileiras para o hexa naufragaram após uma derrota para a Holanda por 2 a 1 em Porto Elizabeth, nas quartas de final da Copa do Mundo da África do Sul. A precoce eliminação manteve o tabu: nunca um campeão da Copa das Confederações levou em seguida o caneco no Mundial da Fifa.

Essa maldição começou em 1992, na primeira edição da Copa Rei Fahd, na Arábia Saudita. Na ocasião, a Argentina sagrou-se campeã do torneio, mas fracassou na Copa de 1994, que teve até caso de doping de Maradona. Antes da edição de 1998, dois torneios foram disputados, com títulos de Dinamarca e Brasil. Mas a França seria campeã em casa no Mundial.

A Fifa abraçou o torneio em 1997 e realizou a edição seguinte no México, com vitória do time da casa. Em 2001, a entidade passou a usar a Copa das Confederações como evento-teste da Copa do Mundo. E na Coreia do Sul e no Japão deu França. Um ano depois, o Brasil assegurava o pentacampeonato no primeiro Mundial disputado na Ásia.

A França voltaria a ser campeã da Copa das Confederações em 2003, na última edição realizada em intervalos de dois anos. Na Alemanha, em 2005, o Brasil ganhou sua segunda taça, mas viu a Itália ganhar o tetra no Mundial um ano depois, na final em Berlim. Em 2009, a seleção verde-amarela voltou a ser campeã, desta vez na África do Sul, mas já sabemos o fim triste da história.

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Brasil perde para a Holanda e é eliminado de novo nas quartas

luis fabiano

Seleção tem atuação segura no primeiro tempo, mas se descontrola no segundo e é derrotada de virada, por 2 a 1, dando adeus à África do Sul.
Em toda a sua preparação e durante a Copa do Mundo na África do Sul, a seleção brasileira se esforçou em adotar uma filosofia diferente da utilizada em 2006. Por ironia, o resultado foi o mesmo: derrota para uma seleção europeia e eliminação nas quartas de final. No lugar da França, o algoz foi a Holanda. E Sneijder tomou de Henry o posto de carrasco, participando do lance do primeiro gol e marcando o segundo na vitória por 2 a 1, de virada, nesta sexta-feira.

Foi ele o eleito o melhor em campo no estádio Nelson Mandela Bay, em votação popular no site da Fifa. Pelo primeiro tempo, ficou a impressão de que dificilmente o escolhido deixaria de ser um brasileiro. A seleção dominou a Holanda, marcou seu gol (com Robinho) logo no início, criou lances bonitos e foi pouco ameaçada. A partida após o intervalo, no entanto, foi outra. O Brasil falhou na defesa, seu setor mais elogiado, esteve acuado, quase não chegou ao ataque e demonstrou instabilidade emocional. E viu mais um jogador seu ser expulso na competição, depois que Felipe Melo deu um pisão em Robben.

A eliminação em Porto Elizabeth representa um duro golpe na era Dunga como técnico. A seleção vinha acumulando bons resultado – como os títulos da Copa América e da Copa das Confederações, a primeira colocação nas eliminatórias e vitórias expressivas sobre adversários de peso – mas fracassou em sua principal missão, a conquista do hexacampeonato. Os brasileiros, que receberão a Copa de 2014, voltam para casa com uma campanha de três vitórias, um empate e uma derrota.

A Holanda, que acumulou sua quinto triunfo consecutivo na Copa e agora soma 24 partidas de invencibilidade, enfrentará Gana ou Uruguai na semifinal, em partida na próxima terça-feira, às 15h30m (de Brasília), na Cidade do Cabo. E se vinga das eliminações nas edições de 1994 e 1998, as duas últimas vezes em que havia cruzado com o Brasil.Brasil faz gol, marca duro e joga bonito

Conhecidas pelo estilo bonito de jogar, as seleções de Brasil e Holanda deixaram o futebol de lado nos primeiros minutos. Luis Fabiano e Van Bommel se estranharam e foram repreendidos pelo árbitro. O holandês pareceu não se intimidar, já que em seguida discutiu com Robinho. Passado esse início nervoso, no entanto, os brasileiros perceberam que teriam espaço para jogar.

A primeira pista veio com passe de Maicon, que encontrou Daniel Alves livre, mas impedido, ainda que por pouco. Robinho se posicionou melhor e correu sozinho no meio da zaga laranja. Recebeu passe primoroso de Felipe Melo e chutou com estilo, sem dominar a bola, superando o goleiro. Com 1 a 0 no placar logo aos dez minutos, o Brasil pôde se planejar para atuar do jeito que mais gosta: marcando em cima no campo defensivo e procurando os contra-ataques.

No entanto, o estilo da Holanda, de não ir ao ataque desesperadamente, fez com que os contragolpes não viessem. Ainda assim, o Brasil produziu belas jogadas. Numa delas, Daniel Alves deu dois cortes pela ponta e cruzou para Juan chutar por cima do gol. Na mais bonita, Robinho deixou para trás dois marcadores, Luis Fabiano deu passe de letra, e Kaká chutou bem ao seu estilo, com efeito, obrigando Stekelenburg a fazer excelente defesa.

Com uma barreira à sua frente, Julio Cesar pouco trabalhou: fez duas defesas, com segurança, em chutes de Kuyt e Sneijder. O craque Robben insistiu na sua jogada preferida, de carregar a bola pela direita e cortar para a esquerda, mas foi sempre bloqueado antes do chute. A Holanda tentou invadir o terreno brasileiro até recorrendo à malandragem. Em cobrança de escanteio, Robben deu um leve toque na bola e correu para a área. Mas Daniel Alves, atento, alcançou a bola antes que um adversário chegasse até ela.

Após 19 faltas, o primeiro tempo terminou com mais uma boa jogada da seleção, em que Kaká – mais participativo do que em outros jogos – inverteu um lance da esquerda para a direita. Maicon chutou para defesa do goleiro.

Brasil leva gols, falha na marcação e se descontrola

Tão segura nos 45 minutos iniciais, a defesa brasileira começou vacilante na segunda etapa. Um lance displicente no primeiro minuto fez com que Felipe Melo levasse uma bronca de Lúcio. Sete minutos depois, o Brasil sofreu o empate num lance que, até esta sexta-feira, era incomum na Copa: falha da defesa. Julio Cesar e Felipe Melo se chocaram, e a bola cruzada por Sneijder desviou de leve no volante antes de entrar. Foi o primeiro gol contra do Brasil na história dos Mundiais.

A igualdade no placar desestabilizou o Brasil, que ficou acuado em seu campo e via suas tentativas de ataque esbarrar em erros de passe. Só conseguiu concluir uma jogada aos 20 minutos, quando Kaká bateu colocado, mas sem muito perigo. A Holanda, que mostrou suas fragilidades no primeiro tempo, passou a explorar as do Brasil, explorando o lado direito do ataque, fazendo Michel Bastos sofrer para marcar Robben. Pendurado com o cartão, o lateral deu lugar a Gilberto aos 16 minutos.

Seis minutos depois, a Holanda conseguiu a virada. E em outra falha da defesa. Uma cobrança de escanteio encontrou Kuyt na primeira trave. Ele desviou a bola para trás, e Sneijder cabeceou para a rede. Mais seis minutos, e a situação piorou. Felipe Melo fez falta e em seguida deu um pisão em Robben, recebendo cartão vermelho direto.

Dunga ainda trocou Luis Fabiano por Nilmar, mas a troca de um atacante por outro pouco ajudou a seleção, que só conseguiu levar perigo aos holandeses em duas cobranças seguidas de escanteio. Aos 44 minutos, veio a tentativa derradeira. Daniel Alves cobrou falta, mas a bola explodiu na barreira.

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Elia elogia ‘melhor lateral-direito do mundo’, mas não teme confronto

elia

Nascido no Suriname, meia-atacante holandês ainda não sabe se será titular e terá a chance de realizar sonho ao enfrentar Maicon e o Brasil.

Fronteira com o Brasil, Suriname é um celeiro de craques holandeses. O país colonizado pelos europeus já revelou Clarence Seedorf, Edgar Davids e, por conta de pais imigrantes, Ruud Gullit, Frank Rijkaard, dentre outros. Da geração que disputa a Copa do Mundo, o meia-atacante Eljero Elia surge como o maior destaque descendente.

O jogador, que atua pelo lado esquerdo do campo, já elegeu uma de suas metas para a decisão de sexta-feira, às 11h (de Brasília), em Porto Elizabeth, pelas quartas de final do Mundial. Ter uma chance entre os titulares para enfrentar o “melhor lateral-direito do mundo”. Mas sem temê-lo.

– Maicon é o melhor lateral direito do mundo e estou ansioso para enfrentá-lo. Seria maravilhoso jogar contra ele. Mas não tenho medo de enfrentá-lo. Estou em grande forma no momento e só penso em jogar e ver o que vai acontecer. A torcida quer que eu faça jogadas individuais e estou pronto para dar a eles o que querem – disse ao “NUsport”.

O outro desejo de Elia é a causa. Se for um dos 11 escolhidos pelo técnico Bert van Marwijk para estar em campo, o jogador estará realizando um sonho de criança.

– Jogar contra o Brasil em uma Copa do Mundo é como um sonho se tornando realidade. É algo muito especial para um holandês descendente de Suriname como eu. O povo lá sempre apóia o Brasil e a Holanda numa Copa do Mundo. Agora, tenho certeza de que irão torcer para a Laranja na sexta – afirmou.

GloboEsporte.

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