Brasil não dá show, mas derrota Omã com a autoridade de um sultão

Nilmar volta a marcar, e Dunga fecha o positivo ano de 2009 com vitória

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Foto: Globoesporte.com/AFP

Sem dar espetáculo, mas com a autoridade de um sultão, o Brasil derrotou por 2 a 0 a seleção de Omã na casa do adversário e fechou 2009 com chave de ouro. Ao todo, o time de Dunga venceu 14 vezes, empatou duas e perdeu apenas uma partida no ano – 2 a 1, para a Bolívia, em La Paz, pelas eliminatórias. Nilmar, herói no triunfo sobre os ingleses no último sábado, voltou a balançar as redes (vídeo ao lado) e parece ter carimbado, de vez, seu nome entre o grupo que vai à Copa.

O próximo compromisso do Brasil será no dia 3 de março de 2010, contra um adversário ainda a ser definido pela CBF. No próximo dia 4 de dezembro, a seleção conhecerá seus adversários no Mundial da África do Sul.

Susto e alegria em poucos minutos

Em meio à festa no Qaboos Sports Complex Stadium – a partida marcava os 39 anos da independência política de Omã e também comemorava o aniversário do sultão Qaboos bin Said Al Said (69 anos), que comanda o país -, o Brasil começou querendo dar um presente ao líder local logo no primeiro minuto da partida. Hassan Al-Hosani aproveitou cochilada da zaga e chutou com perigo, rente à trave de Julio César.

No entanto, a resposta brasileira não demorou e foi mortífera. Gilberto Silva fez belo lançamento para Luis Fabiano no meio da zaga de Omã. O atacante do Sevilla dominou e acabou chutando em cima do goleiro, que defendeu parcialmente. Mas, no rebote, Nilmar, sem marcação, chutou para abrir o placar aos três minutos.

Sexto gol do ex-colorado nos últimos sete compromissos da seleção. Ao todo, ele anotou oito gols em dez partidas com a amarelinha. Aos dez, Nilmar quase aumentou sua média. Mas o goleiro Al-Habsi, que atua no futebol inglês (Bolton), espalmou para fora.

Solto e sem encontrar muita resistência do adversário, o Brasil seguia criando boas oportunidades. Aos 13, Elano estufou a rede após soltar uma bomba do lado direito. Alguns torcedores chegaram a gritar gol, mas a bola pegou pelo lado de fora. Luis Fabiano também teve grande chance aos 19, mas a zaga cortou a tempo.

Depois de passar mais da metade do primeiro tempo sem incomodar a defesa brasileira, os anfitriões por pouco não igualaram o placar aos 25. Após bola desviada pela zaga, Al-Noafli apareceu de surpresa e chutou para excelente intervenção de Julio César, nos pés do jogador de Omã, atual 79ª seleção no ranking da Fifa e atual campeã da Copa do Golfo.

Goleiro salva a pátria de Omã

Embora sabendo da fragilidade do rival e podendo aplicar uma goleada por conta disso, os comandados de Dunga pisaram um pouco no freio e só voltaram a ameaçar a meta anfitriã nos minutos finais da etapa inicial. Kaká, batendo de chapa com o pé direito, quase fez o segundo aos 42. Na sequência do lance, Luis Fabiano cabeceou para ótima defesa de Al-Habsi

O goleiro, destaque de Omã na partida, voltou a segurar o ataque tupiniquim aos 44, se esticando todo para tirar um chute de Nilmar da entrada da pequena área. Na saída para o intervalo, Fabuloso “reclamou” do goleiro Habsi.

- Está dificultando meu trabalho. Hoje está difícil. Vou tentar no segundo tempo – disse Luis Fabiano, artilheiro do Brasil na temporada 2009, com 11 gols.

Só que Fabuloso não teve a chance de se vingar. Dunga resolveu sacá-lo para promover a entrada de Hulk. Além do atacante do Porto, entraram também Fábio Simplício, que fazia sua estreia na seleção, na vaga de Felipe Melo, e Julio Baptista, na de Kaká.

E assim como no primeiro tempo, quem começou chegando com perigo foi Omã. Said, com um potente chute de perna esquerda, obrigou Julio César a realizar boa defesa aos três minutos.

Omã joga bem e marca… mas contra o próprio patrimônio

Confiantes, os anfitriões seguiram dominando as ações, se aproveitando principalmente das várias mudanças no meio de campo canarinho. Além de Julio Baptista e Simplício, Carlos Eduardo (outro debutante) entrou aos 14 na vaga de Elano.

Melhor na partida, Omã acabou chegando ao gol. Mas, para tristeza do Sultão aniversariante, o tento foi contra. Michel Bastos cruzou buscando Hulk. O zagueiro Al-Ghailani foi tentar cortar e, de cabeça, acabou tirando o goleiro Habsi da jogada (confira ao lado).

Com a boa vantagem, o Brasil ainda fez mais algumas alterações (entraram Cris e Daniel Alves) e acabou cozinhando a partida até o seu fim, sem ser muito incomodado, e ainda quase ampliou com Hulk.

Curiosidades em vitórias no Oriente Médio

Com os 2 a 0, Dunga fechou o ano com vitória, assim como nos três anteriores desde que assumiu a seleção: Em 2008, o tetracampeão viu seu time bater Portugal por 6 a 2; em 2007, triunfo sobre o Uruguai pelas eliminatórias; e, em 2006, vitória por 2 a 1 diante da Suíça.

Por outro lado, uma curiosidade não muito boa: nos dois anos que precederam as Copas de 1998 e 2006, as últimas em que o Brasil acabou não conquistando o título, a seleção fez sua última partida atuando no Oriente Médio e, em ambas, também venceu. Em 2005, sob o comando de Parreira, goleou por 8 a 0 os Emirados Árabes em Abu-Dhabi. Em 1997, sob a batuta de Zagallo, 6 a 0 na Austrália, em Riad, na Arábia Saudita.

Ficha técnica:

OMÃ 0 x 2 BRASIL

Omã: Al-Habsi, Mohammed Rabea, Al-Noafli (Suhail), Al-Ghailani e Al-Balushi; Hadeed, Basheer (Al-Nuaimi), Qasim Said e Al Ajmi (Al-Noobi); Emad Al Hosani (Abdulkarim) e Rabea Al-Hosani (Saleh)
Técnico: Claude Le Roy.

Brasil: Julio César, Maicon (Daniel Alves), Lúcio (Cris), Thiago Silva e Michel Bastos; Gilberto Silva , Felipe Melo (Fábio Simplício), Elano (Carlos Eduardo) e Kaká (Julio Baptista); Nilmar e Luis Fabiano (Hulk).
Técnico: Dunga.

Gols: Nilmar, aos três minutos do primeiro tempo. Al-Ghailani (contra), aos 16 da etapa final.
Estádio: Qaboos Sports Complex Stadium. Data: 17/11/2009.
Árbitro: Erich Brahehmhaeer (HOL). Auxiliares: Patrick Gerritsen e Wilco Hobbert (HOL).

por Carlos Augusto Ferrari/Globoesporte.com

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Dunga se irrita com clubes europeus, e CBF vai acionar a Fifa contra o Roma

Treinador mostra insatisfação com problemas de Juan e Robinho e até erra número de títulos mundiais da seleção brasileira

Foto: Agência/AFP

Foto: Agência/AFP

O técnico Dunga declarou guerra aos clubes que tentam dificultar as convocações da seleção brasileira. Depois do Roma vetar a ida de Juan e do Manchester City tentar levar Robinho para realizar amistosos, o treinador revelou que a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) acionará a Fifa contra o time italiano e garantiu que não abrirá mão de chamar os atletas quando achar necessário. De quebra, irritado, ainda errou o número de títulos mundiais do Brasil.

- O caso do Juan vai ser comunicado à Fifa porque o Roma não o liberou. Está no estatuto da Fifa que o jogador precisa se apresentar. Foi o Roma quem negou – afirmou.

Veja a galeria de fotos do treino desta sexta-feira

Dunga teve de administrar mais um problema relacionado aos clubes europeus nesta semana. O Manchester City enviou um médico a Doha para avaliar o atacante Robinho e tentar levá-lo para uma série de jogos pelo Oriente Médio. O treinador e a comissão técnica, porém, não aceitaram a liberação com a justificativa de que ele ainda está com um problema no tornozelo direito.

- A seleção brasileira é seis vezes campeã mundial (sic), tem que ser respeitada no mundo todo. Não é o cara chegar aqui na porta e levar o jogador embora. Tem uma hierarquia e precisa ser respeitada. Temos respeito com todos os clubes e é preciso ter com a seleção brasileira também – bradou, talvez já prevendo mais uma conquista em 2010, na África do Sul.

Apesar de dizer que ainda está machucado, Robinho participou do treinamento recreativo no Khalifa Stadium, nesta sexta-feira, em Doha. Dunga também confirmou que ele está fora, mas garantiu que o período na seleção servirá para ele se curar.

- Acho que o nosso trabalho vem sendo pautado desde o início pelo entusiasmo e vontade de jogar. Quem bancou a permanência do Robinho fomos nós, inclusive o Robinho. Vamos devolver o jogador em condições de jogar – completou.

Fonte: Globoesporte.com

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Thiago Silva perde aniversário do filho por razão especial

Zagueiro lembra que filho é sua inspiração e promete recompensá-lo

ThiagoSilva

O zagueiro Thiago Silva, do Milan, perderá o aniversário do filho Iago, que completa um ano nesta quinta-feira. Apesar de ser uma data especial para a família Silva, o zagueiro tem um grande motivo para a ausência: voltou a ser convocado para a Seleção Brasileira e pode manter o sonho de disputar a Copa de 2010 vivo.

- Eu e minha mulher estamos muito felizes com o primeiro aniversário de nosso filho. Sem dúvida, é o maior incentivo que tenho na carreira. Mas quem ganhou o melhor presente fui eu, com esta convocação. Acho que vou ter que compensar ele depois – disse entre risos.

O Brasil enfrentará a Inglaterra no dia 14 de novembro e a seleção de Omã no dia 17. O zagueiro espera ter uma chance para recompensar a confiança do técnico Dunga.

- Eu estava fora da seleção há algum tempo e estava com saudades. Graças a Deus, as coisas têm dado certo no Milan e esta convocação é um reconhecimento do trabalho que estou fazendo. Agradeço a confiança da comissão técnica do Brasil. Vou me dedicar bastante nos treinamentos e torcer para ganhar uma chance de entrar em campo – declarou Thiago.

Por Goal.com

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Dunga não fecha as portas da seleção para os brasileiros do Milan

Em ascensão no time italiano, Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato e Thiago Silva ficaram fora da lista contra Inglaterra e Omã

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Depois de um início difícil na temporada, o Milan está em ascensão. Embalado por bons momentos de Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato e Thiago Silva, o time de Leonardo venceu o Real Madrid no Santiago Bernabéu, pela Liga dos Campeões, e ainda conseguiu subir para a sexta posição no Campeonato Italiano. Mas o trio ainda não convenceu Dunga e ficou fora dos amistosos com Inglaterra e Omã. Até a Copa do Mundo, os três só terão uma chance para serem testados novamente: em março, no último amistoso antes da convocação para a África do Sul. As portas não estão fechadas.

- São jogadores que já estiveram aqui, conhecemos o potencial e sabemos o que podem render. Agora temos a oportunidade de ver novos jogadores e depois vamos decidir – disse Dunga sobre a ausência dos rubro-negros de Milão.

Ronaldinho não veste a camisa da seleção desde 1º de abril deste ano, quando o Brasil venceu o Peru por 3 a 0 nas eliminatórias. A última partida de Thiago Silva foi em 10 de fevereiro, na vitória de 2 a 0 sobre a Itália, em amistoso. Pato participou do título da Copa das Confederações, mas depois não foi mais chamado após a conquista na África do Sul.

O ex-zagueiro do Fluminense, que esteve nas Olimpíadas com os dois companheiros, foi prejudicado por ter ficado seis meses sem fazer partidas oficiais quando trocou o Tricolor pelo Milan no início do ano. Agora, mesmo como titular do Rubro-Negro, não teve mais chances com Dunga.

- Ele já veio em algumas convocações, mas nas últimas não estava. Esteve machucado um período. Tem que continuar trabalhando e esperar uma oportunidade – afirmou o técnico da seleção.

O Brasil enfrenta a Inglaterra em 14 de novembro, no Qatar. Três dias depois, encara o Omã na capital do país pelo último amistoso do ano.

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Inglaterra e Brasil vão disputar amistoso em novembro no ‘Maracanã’ do Qatar

FBL-QATAR -KHALIFA STADIUM

Fabio Capello comemora o fato de poder enfrentar a seleção de Dunga.

A Federação de Futebol da Inglaterra (FA) anunciou na manhã desta quarta-feira um amistoso da seleção de Beckham, Rooney e companhia contra o Brasil para o próximo dia 14 de novembro. A partida será realizada no estádio Khalifa International, em Doha, no Qatar. À tarde, a CBF confirmou a realização do jogo.

Segundo Leonardo Vitorino, auxiliar técnico do Al-Gharafa, atual bicampeão do país do Oriente Médio, o palco da partida é uma espécie de “Maracanã” local.

- Tem capacidade para 60 mil pessoas e é o maior estádio do país. Só a final da Copa Emir é disputada nele. É tipo um Wembley ou Maracanã – afirmou Vitorino.

Segundo o brasileiro, a Federação de Futebol do Qatar e o Comitê Olímpico do país trouxeram o amistoso para Doha com a intenção de promover a candidatura do país para Copa do Mundo de 2022.

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