Como já es costume nas competições internacionais, principalmente nas Copas do Mundo, milhares de torcedores brasileiros acompanham à Verde-amarela para alentar e seguir bem de perto o caminho para a glória. Na África do Sul não é diferente e por isso aqui mostramos as melhores imagens dos fãs brasileiros que estiveram na estréia do Scratch contra a Coréia do Norte no Ellis Park de Johannesburgo.
SelecaoBrasil.com esteve presente na estréia do Brasil na Copa, em um jogo contra rival fraco, mais que correu, lutou e defendeu durante a partida inteira para evitar a derrota. No entanto, o talento brasileiro acabou por se impor até que chegaram os gols da vitória, com um leve descuido da defesa que significou o 2 x 1 final.
Cerca de 20 mil torcedores assistiram ao Ellis Park na gelada noite de Johannesburgo, mas apesar da baixa temperatura o clima de festa e alegria da torcida brasileira nunca parou.
Nas arquibancadas do estádio, amarelo de tantos torcedores brasileiros, podiam se ver alguns simpatizantes dos times de país, que com muito orgulho levavam camisas, bonés e bandeiras dos seus times, como por exemplo os Gaviões da Fiel, a torcida do Corinthians.
O técnico Dunga chegou na manhã desta segunda-feira a Joanesburgo para a reunião que a Fifa promoverá com treinadores das seleções que participarão da Copa do Mundo. O encontro está marcado para terça, mas, antes disso, o comandante brasileiro terá outra atividade: fazer compras. As malas dele foram perdidas ainda no Brasil, provavelmente na conexão entre Porto Alegre e São Paulo, e Dunga desembarcou na África do Sul só com as roupas do corpo.
Dunga preferiu não dar entrevistas e, segundo a assessoria de imprensa da CBF, seguiu de carro do aeroporto direto para o Sun City, o resort que sediará o evento, na cidade de Rustenburgo.
Esta é a segunda visita de Dunga ao país da Copa em menos de um mês. Há quinze dias ele fez uma vistoria no hotel Fairway, em Joanesburgo, que está reservado pela CBF para receber o Brasil durante o Mundial e se disse satisfeito com a concentração escolhida pela seleção.
Na Arena Barueri, atacante marca golaço nos minutos finais de clássico, decreta o 2 a 1 sobre o São Paulo
Um sinal da cruz, um abraço em André e Robinho retornava aos gramados pelo Santos. Umas pedaladas, dribles curtos e um cruzamento de Wesley depois, e Robinho estava de volta, como o homem das decisões pelo time que o projetou. Um gol de letra, aos 40 minutos do segundo tempo definiu o 2 a 1 alvinegro sobre o São Paulo, na quente tarde deste domingo, na Arena Barueri. Um gol de Robinho, depois de quatro anos e meio longe da camisa santista – o último havia ocorrido no dia 21 de agosto de 2005, quando marcou duas vezes na vitória por 4 a 3 sobre o Figueirense, na Vila Belmiro. O Robinho fatal estava de volta para colocar o seu time novamente na liderança do Campeonato Paulista, agora com 16 pontos.
Depois de quatro anos e meio na Europa. Depois de uma semana de treinos no CT Rei Pelé. Depois de 55 minutos no banco de reservas. Depois de 30 minutos em campo. A torcida, que há dois jogos já gritava “o Robinho vem aí e o bicho vai pegar”, pode, enfim, cantar com propriedade. Ele realmente estava de volta ao time da Vila Belmiro. E do jeito que mais gosta.
A última vez em que Robinho vestiu a camisa do Santos foi em 24 de agosto de 2005, no 3 a 2 sobre o Paysandu, pelo Campeonato Brasileiro. Após a despedida em Belém, Robinho partiu para a Europa, onde atuou por Real Madrid e Manchester City.
O retorno no clássico com o São Paulo foi cirurgicamente tramado pela diretoria alvinegra. O Santos, que ainda não tem patrocinador fixo para o ano, conseguiu três temporários para a partida. Graças a Robinho. Mas antes de expor as marcas dos parceiros, ele teve de amargar 55 minutos no banco de reservas.
Da suplência, Robinho viu um primeiro tempo de pouco brilho entre São Paulo e Santos. O ápice foi justamente no lance que envolveu aquele que é tido como seu sucessor na Vila Belmiro. Arouca sofreu pênalti de Miranda e o menino, que é o tempo todo comparado ao agora experiente camisa 7, foi cobrar. Com a malandragem de um garoto que acabou de completar 18 anos, Neymar não poupou Rogério Ceni, de 37. Cobrou com paradinha, desmontando o veterano goleiro, que viu a bola entrar mansamente no seu gol.
Na comemoração pelo 1 a 0, Neymar dançou e correu para o banco. Foi receber o abraço de Robinho. Mas o velho-novo 7 do Santos não estava satisfeito. Embora ansioso, como admitiu ao final da partida, ele queria entrar.
Na volta do intervalo, Robinho ficou pouco tempo sentado no banco. A pedido de Dorival, foi aquecer com os outros reservas. Acenou para a assanhada torcida santista e voltou para conversar com o treinador alvinegro. E entrou, na vaga do atacante André.
Antes do primeiro toque na bola, já recebeu um tapinha carinhoso na cabeça. Era Miranda, zagueiro do Tricolor e seu companheiro na seleção brasileira. Robinho devolveria a brincadeira minutos depois e em grande estilo.
O “Rei das Pedaladas” aprontou das suas com Neymar. Tocou para o menino da Vila de calcanhar e recebeu. Tentou vencer Rogério Ceni na força, mas o experiente goleiro conseguiu espalmar para fora.
Robinho, que não tinha a preocupação de precisar marcar um rival, viu o São Paulo empatar a partida em 1 a 1, na cabeçada de Roger, aos 21 minutos. Viu a torcida alvinegra ficar temerosa. Até ressurgir o atacante das decisões.
O atacante que brilhou na consagrada pedalada para cima de corintiano Rogério, em 2002, ressurgiu em nova versão. Aos 40 do segundo tempo não teve experiência que o segurasse. E o jeitinho para marcar foi especial, típico dos craques.
Depois do cruzamento de Wesley, Robinho deu um leve toque para dentro do gol de Rogério Ceni. Um toque que “não foi difícil”, segundo ele. Um toque de letra, a “J”, para o filho Robson Júnior, de 2 anos. O toque que deu números finais ao clássico: 2 a 1.
Veja o gol:
- Tive a felicidade de fazer um golzinho. Faltou um pouco de condição física e entrosamento com a molecada. Foi a letra jota, de Júnior, e não foi difícil. Foi a única maneira que encontrei de fazer (o gol) – disse o atacante, ao final da partida.
Agora, Robinho terá mais uma partida pela frente, contra o Rio Claro, no próximo domingo, no Pacaembu, até sua segunda reestreia nesta temporada pelo Santos. No próximo dia 18, ele volta a jogar na Vila Belmiro, contra o Bragantino. E volta a pisar no solo que beijou, em sinal de respeito, no dia em que marcou seu último gol em 2005, antes de partir.