Comentarista diz que futebol brasileiro carece de meia como o camisa 10; Marcos Augusto Gonçalves lembra dos problemas contratuais do jogador
A atuação de Paulo Henrique Ganso no empate em 1 a 1 entre Santos e Oeste, na quinta-feira, causou uma boa impressão nos torcedores, que viram um camisa 10 disposto em campo, contrariando um possível desânimo após o clube se negar a vendê-lo para o Porto. Convidado do ”Redação SporTV” desta sexta, Renato Maurício Prado torce para que o jogador supere outros problemas extra-campo, como as contusões nos joelhos, para brilhar não só no Santos, mas na Seleção Brasileira.
- Não é só o Santos que depende do Ganso. A Seleção Brasileira também depende do Ganso. Nós não temos no futebol brasileiro nem sequer uma sombra para poder armar aquele meio-campo. A gente está em um dilema danado. Ou o Ganso dá certo, ou se não der certo vamos voltar a jogar com um bando de volantes e o Neymar e mais um correndo na frente.
Outro convidado do programa, o articulista da “Folha de S.Paulo”, Marcos Augusto Gonçalves, elogiou o jogador, mas citou um velho ditado do futebol.
- O futebol castiga. Ele perdeu oportunidades, se enrolou em questões contratuais, lesões. E, de certa forma, está sendo castigado por esta fase. Mas é um jogadorzaço – disse o jornalista.
Em uma analise pessimista, a carreira de Ganso poderia se transformar em algo semelhante à do meio-campo Pedrinho, ex-Vasco, que aos 34 anos defende o Olaria. Este é o temor de Renato Maurício Prado:
- Muito talento, mas infelizmente, depois de várias contusões não sei como ele joga até hoje. O caso do Pedrinho me lembra o do Reinaldo, que com 18 anos já tinha operado quatro vezes os joelhos. O Ganso já teve duas lesões seriíssimas, uma em cada joelho, sofreu duas cirurgias graves e, consequência disso, várias contusões musculares.
Fonte: Globo












