Rogério Lourenço poupa titulares para evitar cartões e suspensões, e suplentes esperam ganhar vaga na equipe para restante do Mundial
O Brasil já está classificado para as oitavas de final do Mundial Sub-20 e uma vitória magra neste sábado, contra a Austrália, às 16h30m (horário de Brasília) deve ser suficiente para garantir o primeiro lugar do Grupo E. Neste caso, a vice-líder República Tcheca só passará o Brasil se tirar uma diferença de 4 gols de saldo contra a Costa Rica. O jogo, portanto, não é fundamental para a sequência do Brasil no torneio, mas tem cara de decisão para alguns jogadores. Com o intuito de evitar suspensões e também de dar ritmo aos outros nomes do elenco, o técnico Rogério Lourenço lançará todos os reservas de linha contra a Austrália – serão oito novidades no total. E uma grande atuação deles pode ser o passaporte para o time titular na reta final do torneio.
- Não tem essa de que o jogo não vale nada, pra gente é o jogo de nossas vidas. Ele pode mudar tudo pra gente, chamar a atenção de nossos clubes, de clubes europeus, e também pode nos ajudar aqui na Copa do Mundo. Se a gente for bem vai mostrar ao treinador que ele pode contar conosco nas partidas decisivas – afirmou o lateral-esquerdo Bertucci, do Corinthians, que fará sua estréia no Mundial.
Além de Bertucci, serão outras três novidades na defesa (Wellington Júnior, na direita, Fabrício e Renan na zaga), duas no meio (Douglas Costa e Boquita) e duas no ataque (Ciro e Maicon). A formação, em tese, será ainda mais ofensiva do que nos dois primeiros jogos, porque contra a Austrália o Brasil terá apenas um volante de origem. Por isso, Rogério pediu atenção especial aos jogadores de meio-campo.
- Com certeza teremos um time mais ofensivo e precisamos que todos ajudem na marcação. Mas optamos por jogar assim para dar oportunidade a todos – explicou Rogério.
Quem deve atuar como segundo volante contra a Austrália é Boquita. Ele garante que não terá problemas para desempenhar a função, porque já jogou assim no Corinthians.
- Meu pensamento é entrar e aproveitar as oportunidades. Quero ajudar e também mostrar que posso ser titular – disse Boquita.
Se garantir o primeiro lugar do Grupo E, o Brasil enfrentará o segundo do Grupo D. Um adversário, em tese, mais difícil do que se o Brasil terminar como vice-líder. Neste caso, enfrentaria o vencedor do grupo F (Honduras, África do Sul, Emirados Árabes ou Hungria). Mas o meia Paulo Henrique Ganso, um dos três titulares que enfrentarão a Austrália, garante que a seleção vai lutar para terminar na liderança da chave.
- Não dá pra ficar escolhendo adversário. O Brasil tem sempre a obrigação de ser primeiro, independentemente da seleção que vier depois – decretou.



